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Menopausa precoce x infertilidade


menopausa precoce

Menopausa é a fase em que a mulher encerra seu período reprodutivo, ou seja, deixa de produzir óvulos e, consequentemente, os hormônios estrogênio e progesterona. Ela é marcada pela última menstruação, que deve ter acontecido a pelo menos 12 meses, e é um ciclo natural quando ocorre entre os 45 e 55 anos.


“O ovário numa determinada idade – e normalmente acontece mais ou menos aos 50 anos – para de produzir hormônios. Ele recebe o estímulo do sistema nervoso central, mas suas glândulas não funcionam”, explica o ginecologista Dr. José Higino Ribeiro dos Santos Jr. (CRM 80.719), que integra a equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba (CRHP).


Algumas mulheres podem entrar neste estado de não produção hormonal em torno dos 35, 40 anos. É o que se chama de menopausa precoce ou Insuficiência Ovariana Prematura (IOP).


Estimativas indicam que a síndrome afeta 1% da população feminina e, apesar de não ser tão comum, é uma questão decisiva para quem deseja ser mãe.


“Com a menopausa precoce, mesmo estando em uma idade em que poderia engravidar, a paciente não o consegue devido ao problema”, explica o médico.


Segundo o ginecologista, são raros os casos de pacientes que conseguem a gravidez com o diagnóstico sem um tratamento de reprodução assistida. Após muito tempo sem ovular, algumas voltam a ter a ovulação, mas essas são exceções que acontecem geralmente quando a mulher é bem jovem.


“Se uma paciente com menopausa precoce quiser engravidar, ela tem que ter óvulos de doadora. Coloca-se o embrião fertilizado dentro do útero dela e assim tenta-se a gestação. Então, é necessário fazer fertilização in vitro (FIV)”, orienta.


Causas e sintomas


Sem ovulação, não há produção de estrógeno, já que o hormônio é produzido pelos ovários. Assim, a paciente passa a ter os sintomas, que incluem: não menstruar, ter ondas de calor, secura vaginal, insônia, irritabilidade, entre outros típicos de uma menopausa comum.

As causas do problema estão associadas a antecedentes familiares, mas também podem ter relação com cirurgias, tumores ou tratamentos, como a quimioterapia, por exemplo.

Apesar de indiretas, atitudes como se alimentar bem, não abusar do álcool, não fumar, manter uma rotina de atividades físicas e dormir adequadamente são orientações gerais que o Dr. Higino reforça para manter a qualidade de vida e proporcionar mais saúde para as mulheres.


O Centro de Reprodução Humana de Piracicaba está instalado no Hospital Santa Isabel, graças a uma parceria com a Santa Casa de Piracicaba.

Jornalista responsável: Arlete Maria Antunes de Moraes. MTB 0084412/SP.

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