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Quando uma gravidez é considerada de alto risco?

Quando uma gravidez é considerada de alto risco?

Uma gestação é considerada de alto risco quando há chances de complicações na gravidez ou no parto que representem perigo para a mãe, para o bebê ou para os dois. Nestes casos, o acompanhamento médico durante o pré-natal deve ser intensificado e detalhado. A avaliação é do ginecologista e obstetra Fúlvio Basso Filho, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

O médico explica que fazem parte do grupo de risco mulheres que tiveram complicações em gestações anteriores, portadoras de doenças crônicas, pacientes com mais de 35 anos e até mulheres saudáveis, que passam a apresentar problemas como hipertensão e diabetes durante a gestação. “Por isso, as gestantes, mesmo saudáveis, não devem descuidar do pré-natal”, afirma.

Nos casos em que a mulher já teve problemas em gestação anterior ou convive com doenças crônicas, como hipertensão arterial, diabetes, lúpus, doenças neurológicas, cardíacas ou infecções crônicas, como hepatite, Basso Filho orienta para que procure o médico antes de programar a gravidez. “Neste período anterior, podem ser feitos ajustes de medicações e de condutas para que a gestação transcorra da melhor forma possível”, declara. As terapias geralmente são alinhadas em conjunto entre o ginecologista e o especialista que atende a paciente (cardiologista, infectologista ou neurologista, entre outros).

Quando a gravidez é tardia e ocorre após os 35 anos, são altos os riscos de diabetes gestacional, hipertensão específica da gravidez, abortamentos e prematuridade.  “Nestes casos, o ideal é que o planejamento e o pré-natal sejam acompanhados por obstetra que tenha experiência com pacientes nesta idade”, ressalta o obstetra, destacando que o pré-natal vai exigir alguns exames adicionais. A gestante deverá fazer todos os meses, por exemplo, um exame de glicemia em jejum para dosar o nível de açúcar no sangue e, por volta de 28 semanas de gestação, um teste de tolerância à glicose, além de controlar a pressão arterial.

Quando a mulher é saudável e começam a ser identificados sinais de diabetes ou pré-eclâmpsia, o tratamento também deve ser diferenciado. “O obstetra dará atenção especial a essa grávida e poderá reduzir o período entre as consultas, conforme a necessidade de cada caso”, esclarece o médico.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

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