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Por que os exames pré-implantacionais são importantes?

As doenças genéticas ainda não têm cura. Mas, o avanço da medicina traz um arsenal de possibilidades que pode ajudar a prevenir que as futuras gerações sejam afetadas por algumas dessas patologias.

Segundo o médico Paulo Padovani, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, ser portador de uma mutação genética não significa necessariamente ter uma doença genética.

Mas, em alguns casos, que envolvem doenças incapacitantes, esses exames têm um peso considerável. Famílias com casos de anemia falciforme ou fibrose cística, por exemplo, precisam de aconselhamento genético para evitar que seus futuros filhos herdem esta mesma doença.

Nos tratamentos de reprodução assistida, essa avaliação é feita antes da implantação dos embriões. Para isso, estão disponíveis dois tipos de exames. O PGD (Diagnóstico Genético Pré-implantação) e o PGT-A (Teste Genético Pré-implantacional – Aneuploidias) são exames relativamente novos na área de medicina e trazem informações que podem ajudar a evitar doenças genéticas e cromossômicas.

Além disso, segundo o médico, graças principalmente ao PGD, é possível melhorar os resultados dos tratamentos de reprodução humana e evitar abortos de causa genética.

A decisão de se realizar ou não os exames passa por uma avaliação cuidadosa do especialista. E essa avaliação, de acordo com Paulo Padovani, leva em conta uma série de fatores, como a reserva ovariana, a idade materna e alterações genéticas na família.

O médico também informa que a resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), de 2017, que define as regras da reprodução assistida no Brasil, permite que a seleção de embriões seja usada em casos de prevenção ou tratamento de doenças.

“O que não é permitido é que a seleção seja usada com outros objetivos, como a escolha do sexo do bebê ou a modificação de outras características, como por exemplo a cor dos olhos ou dos cabelos”, diz.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

 

DR. PAULO ARTHUR MACHADO PADOVANI
Ginecologista | CRM 39.536

• Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
• Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
• Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
• Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
• Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

 

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