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Medicina ajuda homem que quer ser pai

Medicina ajuda homem que quer ser pai

A saga de homens que tentam ser pai há anos e não conseguem encontra na medicina reprodutiva um novo desfecho. Exemplos como o de um paciente que realizou o desejo de ser pai após 20 anos de tentativas e o diagnóstico inicial de que era infértil e de outro que teve o terceiro filho, em novo relacionamento, 18 anos após ter feito vasectomia fazem parte da história do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

No primeiro caso, o paciente teve o diagnóstico de que havia nascido sem os canais deferentes e, por exames complementares, foi constatado que havia espermatozoides nos testículos, o que possibilitou uma fertilização in vitro. No segundo, a fertilização in vitro também foi a saída para o casal.

“Graças ao aperfeiçoamento dos exames diagnósticos e dos tratamentos, a medicina reprodutiva traz alternativas até para casos mais complicados, de pacientes que, em algum momento da vida, foram considerados inférteis”, explica o ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

Quais as causas da infertilidade masculina?

“A infertilidade masculina pode ter uma única causa ou ser o resultado de uma série de fatores associados ou não ter causa aparente”, afirma Paulo Padovani.

O médico relata que a varicocele (uma dilatação das veias espermáticas, formando varizes ao redor dos testículos) é a causa isolada mais comum de infertilidade masculina. Processos infecciosos e disfunções hormonais são outras causas reversíveis de infertilidade masculina.

Outros fatores que afetam negativamente a quantidade, a estrutura e o funcionamento dos espermatozoides são o uso de anabolizantes, o alcoolismo, o tabagismo, drogadição, exposição a substâncias tóxicas (no trabalho ou até medicamentos), causas genéticas, doenças congênitas (criptorquidia – nascer com o testículo fora da bolsa), ausência de canais deferentes e obstrução das vias seminais (vasectomia, obstrução do duto ejaculador).

Quais os tratamentos?

Padovani explica que o tratamento para o homem que quer ter filhos pode ser clínico ou cirúrgico. Para alterações hormonais, é indicado tratamento clínico. Alguns casos de varicocele e alterações seminais exigem cirurgia. Em pacientes vasectomizados, é possível tentar a reversão do procedimento ou fertilização in vitro.

Em homens que não apresentam espermatozoides no ejaculado, pode ser utilizada a microdissecção testicular, que permite, em alguns casos, a retirada de pequena quantidade de espermatozoides dos testículos, para a realização do tratamento.

Quando os tratamentos clínico e cirúrgico não apresentam bons resultados ou quando a infertilidade é sem causa aparente, o médico informa que o casal pode recorrer às técnicas de reprodução assistida, como inseminação intrauterina e FIV (fertilização in vitro).

“Quando há fator masculino grave ou alta taxa de fragmentação de DNA dos espermatozoides, é indicada a ICSI (FIV com injeção intracitoplasmática de espermatozoides)”, informa Padovani. No tratamento, um único espermatozoide, selecionado em laboratório, é injetado dentro do óvulo, utilizando uma agulha de extrema precisão.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

Crédito da foto do dr. Paulo Padovani: Bolly Vieira

DR. PAULO ARTHUR MACHADO PADOVANI
Ginecologista | CRM 39.536

• Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
• Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
• Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
• Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
• Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

 

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