Skip to main content
Medicina ajuda casais que desejam ter filhos

Medicina ajuda casais que desejam ter filhos

“O diagnóstico de infertilidade nem sempre significa a impossibilidade definitiva do casal ter filhos. É apenas um desafio a ser vencido com a ajuda da medicina”. O alerta é da ginecologista Milena Elisa Goes Dias Silva, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

Estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que aproximadamente 20% dos casais têm algum problema de infertilidade. De acordo com pesquisas, 30% dos problemas de infertilidade são das mulheres, 30% são dos homens, 30% dos dois e 10% são sem causa aparente.

Para atender estes casos, o Centro de Reprodução Humana de Piracicaba trabalha com terapias de baixa complexidade, como coito programado e inseminação intrauterina, e de alta complexidade, como fertilização in vitro e injeção intracitoplasmática de espermatozoide.

A ginecologista explica como funciona cada procedimento. No coito programado, a ovulação é otimizada com a utilização de medicamento, a paciente é monitorada por ultrassom e orientada sobre o período adequado para manter relações.

A inseminação artificial tem o mesmo processo. Mas no dia da ovulação, os espermatozoides, colhidos e preparados em laboratório, são depositados no útero.

Na fertilização in vitro, o ovário é estimulado com medicamentos. Em seguida, são captados os óvulos, que são fertilizados com os espermatozoides em laboratório. Após desenvolvido, o embrião é transferido para o útero.

Na injeção intracitoplasmática de espermatozoides, o espermatozoide é escolhido microscopicamente e inserido dentro do óvulo com o auxílio de uma agulha de máxima precisão. Após a formação do embrião, é feita a mesma sequência da fertilização in vitro.

Milena Goes destaca que para casos mais graves de infertilidade feminina, existem as opções de recorrer à doação de óvulos e à cessão temporária de útero, conhecida como ‘barriga solidária’.

“O tratamento com óvulos doados é indicado para mulheres que não possuem óvulos ou quando sua qualidade não for boa, tais como mulheres já na menopausa ou em menopausa precoce”, afirma.

Já a cessão temporária de útero, segundo a última resolução do Conselho Federal de Medicina, pode ser feita por parentes até quarto grau, o que inclui mãe, avó, irmã, tia, prima, filha ou sobrinha e beneficia especialmente mulheres que tiveram o útero retirado por cirurgia e os ovários preservados, além dos casais homoafetivos. Demais casos estão sujeitos à autorização do Conselho Regional de Medicina.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação


DRA. MILENA ELISA GOES DIAS SILVA

Ginecologista | CRM/SP 141.626

• Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul
• Pós-graduação em infertilidade e reprodução humana pela Faculdade de Ciências médicas da Santa Casa de São Paulo/Projeto Alfa

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *