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Grávidas devem tomar vacina contra a gripe

Grávidas devem tomar vacina contra a gripe

Gestantes, mulheres que estão tentando engravidar ou que tenham tido bebê há menos de 45 dias devem tomar a vacina contra a gripe. A orientação é da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba. Neste ano, a vacina protege contra os vírus H1N1, influenza B e o H3N2, segundo informações do Ministério da Saúde.

De acordo com o ginecologista Paulo Padovani, as gestantes são mais vulneráveis às gripes e precisam ter alguns cuidados especiais. “Há pesquisas no mundo inteiro sobre o tema e entre os possíveis fatores da vulnerabilidade estão a redução da imunidade entre essas mulheres e a diminuição da capacidade pulmonar, principalmente nos três últimos meses da gestação”, declara. Ele informa que, além de proteger do vírus da gripe normal, a vacina contribui para prevenir quadros mais graves, como bronquite e pneumonia.

As gestantes podem tomar a vacina gratuitamente nos postos de saúde. “É importante destacar que mesmo quem tomou a vacina no ano passado deve se imunizar novamente este ano”, alerta o ginecologista. O efeito protetor da dose demora de duas a três semanas.

Segundo o médico, é importante destacar que quem estiver doente e com febre deve esperar os sintomas passarem para, então, receberem a dose da vacina. “Se a paciente tiver alergia a ovos ou tiver tido uma severa reação alérgica à vacina da gripe comum, é essencial que converse com seu médico antes da vacinação”.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, as reações adversas são raras e costumam passar em 48 horas. “Podem ocorrer, de forma rara, dor, vermelhidão e endurecimento no local da injeção”. Em caso de sintomas, a paciente deve procurar seu médico para orientações.

PROTEÇÃO APÓS O PARTO

Mulheres que estão no período de até 45 dias após o parto também estão entre os grupos prioritários de vacinação, junto com as gestantes. “A vacina, neste caso, protege a mãe e o bebê, que recebe os anticorpos fabricados pela mulher após ter sido imunizada, por meio da amamentação”, explica Padovani.

A Febrasgo (Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia) recomenda vacinar contra a gripe também os adolescentes e adultos que terão contato próximo com o recém-nascido, pelos menos, 15 dias antes do primeiro contato.

PREVENIR É ESSENCIAL

Além da vacina, que não tem 100% de eficácia, é preciso que as pessoas, de forma geral, adotem alguns hábitos que ajudam a evitar gripes, comuns neste período de Outono-Inverno.

Os cuidados incluem lavar sempre as mãos com sabão ou álcool, não compartilhar objetos de uso pessoal evitar levar as mãos aos olhos, nariz e boca, lembrando que a gripe pode ser contraída quando se inala secreções do doente ao falar, espirrar ou tossir e quando há contato com superfícies infectadas, como mesas, maçanetas ou talheres. Também é aconselhável evitar locais fechados e de aglomeração.

Os sintomas da gripe são: febre, tosse ou dor na garganta, coriza, dor de cabeça, dor muscular e nas articulações. Já o agravamento pode ser identificado por falta de ar, febre por mais de três dias, piora de sintomas gastrointestinais, dor muscular intensa e prostração.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

DR. PAULO ARTHUR MACHADO PADOVANI
Ginecologista | CRM 39.536

• Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
• Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
• Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
• Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
• Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

 

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