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Exames apontam diferentes fatores genéticos nos embriões

Exames apontam diferentes fatores genéticos nos embriões

Nos tratamentos de reprodução assistida, atualmente estão disponíveis duas possibilidades pré-concepcionais que estudam os diferentes fatores genéticos nos embriões antes da sua implantação. Esses exames são capazes de detectar alterações de genes específicos, que definem doenças de transmissão familiar.

Para o médico Ernesto Valvano, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, esses exames constituem arsenal importante na detecção de problemas, aumentam a segurança da gestação em casos específicos e até explicam alguns problemas, como os casos repetidos de abortamentos espontâneos.

Um desses exames, segundo Valvano, chamado PGT-A (Teste Genético Pré-implantacional – Aneuploidias), analisa número e forma dos cromossomos, as estruturas compostas de DNA, que carregam os genes responsáveis por definir as características físicas de cada pessoa.

“Os humanos possuem 46 cromossomos, divididos em 23 pares. A adição ou perda de um ou mais cromossomos leva a deficiências, síndromes e até ao óbito. Aplica-se o PGT-A para diagnosticar variações de cromossomos que podem contraindicar a transferência deste embrião ao útero”, explica o médico. Estima-se uma precisão de 98% nesse teste.

O PGT-A é indicado em casos de idade materna avançada, histórico clínico de aborto de repetição, fracasso de implantação após tentativas de fertilização in vitro, alterações no processo de formação e desenvolvimento dos espermatozoides.

O outro exame, chamado Diagnóstico Genético Pré-implantação (PGD) envolve toda a linhagem familiar.

De acordo com Valvano, esse exame é indicado quando se conhece vários casos na família, de doenças ligadas à incapacitação, restrição de vida ou da qualidade de vida. Muitas vezes, os embriões não-afetados ou apenas portadores passam depois pelo teste de PGT-A para excluir as alterações cromossômicas.

O PGD é indicado nos casos de famílias com histórico de doença hereditária, casais com recomendação a partir dos resultados do teste de compatibilidade genética; parentes consanguíneos com alto risco de transmissão de doenças monogênicas (mutações num único gene).

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação


DR. ERNESTO VALVANO
Ginecologista | CRM/SP 48.716

• Formado pela Faculdade de Medicina São José do Rio Preto
• Especialista em ginecologia obstetrícia
• Pós-graduado em Reprodução Humana

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