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É possível ter filhos após a cura do câncer

É possível ter filhos após a cura do câncer

“Estava me preparando para engravidar quando descobri que tinha câncer de mama. Fiquei mais triste com a perspectiva de não poder ter filhos do que com o diagnóstico, já que minha mãe havia tido a mesma doença e estava curada. Encaminhada pelo mastologista, fui ao Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, onde consegui fazer a coleta de óvulos no tempo adequado. A humanização da equipe que me atendeu fez toda a diferença. Iniciei o tratamento de quimioterapia confiante. Saber que meus óvulos estão congelados, aguardando, faz uma enorme diferença: estou fortalecida.”

Relatos como este, de uma mulher de 33 anos, mostram a importância da preservação da fertilidade e a necessidade da interação entre médicos especialistas em reprodução humana e oncologistas para garantir a pacientes com câncer, além da cura, o sonho de ter um filho.

 “É preciso olhar não só para a doença, mas para a vida”, afirma o diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, Paulo Padovani. Ele ressalta que atualmente a chance de sobrevivência das pacientes é muito grande e, no caso de mulheres em idade fértil, é preciso pensar em alternativas para o futuro, lembrando que a radioterapia e a quimioterapia para o tratamento de diversos tipos de câncer podem provocar alterações importantes na fertilidade.

“É possível ter filhos após a cura do câncer. Por isso, a importância de que a paciente que está em idade fértil tenha a opção de preservar sua fertilidade, com o congelamento de óvulos ou embriões”, acrescenta.

Ele explica que o tempo entre o diagnóstico do câncer e o início da quimioterapia ou radioterapia costuma ser suficiente para congelar os óvulos ou embriões sem prejudicar o tratamento da doença.

Como é feito o congelamento?

Em Piracicaba, o congelamento é feito pela técnica conhecida por vitrificação. Os óvulos ou os embriões são guardados pelo tempo que for necessário em recipientes com isolamento térmico.

Quando a mulher estiver pronta para ser mãe, os óvulos serão descongelados e fertilizados in vitro. Após a formação, os embriões são implantados no útero.

Nos casos em que os casais optam pelo congelamento de embriões, após a coleta dos óvulos e do sêmen, é utilizada a técnica de fertilização in vitro. Os embriões resultantes são criopreservados para implantação no útero materno, após a cura da paciente.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

DR. PAULO ARTHUR MACHADO PADOVANI
Ginecologista | CRM 39.536

• Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
• Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
• Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
• Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
• Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

 

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