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DSTs são responsáveis por 25% das causas de infertilidade

DSTs são responsáveis por 25% das causas de infertilidade

Dados da OMS (Organização Mundial de Saúde) dão conta que as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) são responsáveis por 25% das causas de infertilidade. E os resultados desse estudo sinalizam com a necessidade de aumentar os cuidados no que diz respeito à prevenção dessas doenças.

O alerta é do ginecologista José Henrique Mello de Freitas, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, que lembra que a falta de prevenção no início da vida sexual é tema recorrente. A última Pesquisa de Comportamentos e Atitudes e Práticas, elaborada pelo Ministério de Saúde, mostrou que apenas 56,6% dos jovens de 15 a 24 anos usam camisinha com parceiros eventuais.

“Além de uma gravidez não planejada, a infertilidade é uma das possíveis complicações quando a patologia sexualmente transmissível não é tratada em tempo”, revela o médico.

Ele explica que isso acontece porque as Doenças Sexualmente Transmissíveis são, geralmente, silenciosas, sem sintomas. Quanto mais tempo ela permanece oculta, maior será o dano.

José Henrique explica que, na mulher, as DSTs costumam afetar a tuba uterina, que é o caminho percorrido pelos espermatozoides para fecundar o óvulo. E no homem podem afetar a uretra (canal da urina), próstata ou epidídimo (local onde ocorre o amadurecimento dos espermatozoides).

“Claro que uma pessoa que já tenha contraído uma DST e tenha identificado problemas de fertilidade pode recorrer a métodos de reprodução assistida, para ter filhos. Mas a prevenção é simples e pode evitar muitos problemas”, ressalta.

DSTs mais comuns

HPV – O Papilomavírus humano (HPV) tem mais de 100 tipos reconhecidos atualmente, 20 dos quais podem infectar o trato genital. A maioria das infecções são assintomáticas ou não aparentes. Outras podem apresentar-se sob a forma de lesões chamadas de condilomas acuminados, que são as verrugas genitais ou “cristas de galo”.

Sífilis – DST causada pela bactéria Treponema pallidum. A primeira manifestação da sífilis adquirida é o cancro duro, pequenas lesões avermelhadas nos órgãos genitais que acabam desaparecendo após 4 ou 5 semanas. A ferida, geralmente única, não dói, não coça, não arde e não tem pus. A segunda fase surge cerca de 6 a 8 semanas, com o aparecimento de machucados espalhadas na pele e nos órgãos internos do corpo. A terceira fase aparece com sintomas mais graves, apenas nos pacientes que não conseguiram combater a doença.

Tricomoníase – É uma infecção causada pelo Trichomonas vaginalis (protozoário flagelado). Na mulher, pode acometer a vulva, a vagina e o colo uterino, causando cervicovaginite (inflamação do colo e vagina). Excepcionalmente provoca corrimento uretral masculino. Suas características clínicas mais comuns são: corrimento abundante, amarelado ou amarelo esverdeado com coceira e ou irritação vulvar.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

DR. JOSÉ HENRIQUE MELLO DE FREITAS
Ginecologista e Obstetra | CRM 64.230

• Formado pela Faculdade de Medicina de Botucatu da Unesp
• Especialista em ginecologia e obstetrícia, videolaparoscopia e videohisteroscopia
• Pós-graduado em reprodução humana assistida pela Associação Instituto Sapientiae

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