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Dia das Mães com sabor de gratidão

Dia das Mães com sabor de gratidão

O Dia das Mães tem sabor de gratidão total para Heloísa Orsolini Albertotti, 35 anos. Após a superação de um câncer e o diagnóstico inicial de que não poderia ter filhos de forma natural, a empresária passa a data com as filhas Mariana, 3 anos e meio, e Gabriela, 1 ano e nove meses.

Heloísa era casada há dois anos quando, aos 28 anos, teve o diagnóstico de que estava com linfoma. Antes de iniciar a quimioterapia, um dos primeiros questionamentos que fez ao médico foi se o tratamento não afetaria a fertilidade. “Eu sempre quis ter filhos; a maternidade sempre foi um sonho”, afirma, com ênfase, a empresária.

Após oito sessões de quimioterapia e a alta, ela perguntou ao médico quando poderia tentar engravidar. A orientação foi de que esperasse, ao menos, três anos.

Um ano e meio depois, em consulta ginecológica de rotina, fez vários exames e recebeu, da ginecologista, a notícia de que não tinha óvulos e que, se quisesse ser mãe, teria que ser por meio de fertilização in vitro, com óvulos doados. “Meu mundo caiu. Eu nunca havia pensado em qualquer tratamento para tentar ter filhos. Havia superado um câncer, mas não abria mão do desejo de ser mãe”, relata.

Após o diagnóstico, passou por consulta com outros cinco especialistas, que davam a mesma orientação. Até que, por indicação, procurou o ginecologista Ernesto Valvano, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba.

“Após ter visto meus exames e feito o exame clínico, ele me disse: Calma, precisamos primeiro entender o que está acontecendo. Seus exames dizem uma coisa, mas seu corpo diz outra. Você está menstruando todo mês, seu útero está rosinha… Não adianta sair correndo para congelar óvulos sem entender primeiro o que está acontecendo. Na próxima vez em que você menstruar, venha aqui e vamos acompanhar o ciclo, ver se você tem folículos, se eles crescem, se você está ou não ovulando… e depois decidimos o que fazer”, relata Heloísa.

Na época, ela tinha um blog pessoal, onde contou como foi feito o monitoramento. No terceiro mês, o médico pode ver que os folículos estavam crescendo. No 28º dia do ciclo, por meio de exame de sangue foi confirmada a ovulação. “Claro, eu chorei nesse dia… Ainda tínhamos alguma esperança. Menstruei de novo e o Dr. Ernesto sugeriu: façam como no mês passado, namorem bastante nos dias férteis e, se você não engravidar, no próximo mês pensamos em fazer alguma coisa, uma inseminação artificial ou algo assim”, descreveu.

Nada mais precisou ser feito. A menstruação atrasou um dia e Heloísa já pressentia que estava grávida. Fez um exame de farmácia, que deu negativo. Esperou três dias, fez outro exame, que também deu negativo. Após seis dias repetiu o exame de farmácia, que foi positivo. Por orientação do marido, Marcelo, ligou para a mãe e foi fazer um exame de sangue. “No mesmo dia saiu a confirmação, sexta-feira, 14 de março”.

A notícia foi uma alegria na vida de toda a família de Heloísa. “Foi nosso primeiro milagrinho”, diz. “Quando a Mariana nasceu, perguntei ao doutor Ernesto se eu não poderia ter outros filhos e tive a orientação de que, se quisesse, não poderia esperar muito tempo”, relata. Quando a filha estava com dez meses, decidiu começar a tentar uma nova gravidez e, para a surpresa do casal, em 20 dias veio a suspeita, com posterior confirmação. Gabriela foi o segundo ‘milagre’ na vida da família.

Às pessoas que passam por situação semelhante, Heloísa faz questão de deixar um testemunho: “Fé, amor e aceitação foram fundamentais para que eu superasse as adversidades; coloquei a minha vida nas mãos de Deus”.

CADA CASO É ÚNICO

O ginecologista Ernesto Valvano, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, ressalta que cada caso de possível infertilidade deve ser analisado de forma individual e que os exames laboratoriais e clínicos são fundamentais para que o diagnóstico seja preciso.

Para as mulheres com câncer que passarão por tratamento, o médico recomenda que seja feito o congelamento de óvulos quando a mulher é solteira ou o congelamento de embriões, quando a paciente é casada ou tem união estável. “O tempo entre o diagnóstico do câncer e o início da quimioterapia ou radioterapia costuma ser suficiente para congelar os óvulos ou embriões sem prejudicar o tratamento da doença”, afirma.

Quando os casais optam pelo congelamento de embriões, após a coleta dos óvulos e do sêmen, é utilizada a técnica de fertilização in vitro. Os embriões resultantes são criopreservados para implantação no útero materno, após a cura da paciente.

No caso da preservação de óvulos, quando a mulher estiver pronta para ser mãe, os mesmos serão descongelados e fertilizados in vitro. Após a formação, os embriões são implantados no útero.

Crédito da foto da família: Flávia Marques

Crédito da foto com dr. Ernesto: Divulgação

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