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Campanha alerta sobre limites da fertilidade

Campanha alerta sobre limites da fertilidade

Movimento da Fertilidade é a campanha lançada em junho pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA) para alertar homens e mulheres dos 20 aos 35 anos sobre as limitações do ciclo reprodutivo e a importância de preservar a fertilidade natural.

O ginecologista Paulo Padovani, diretor do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, destaca a importância de iniciativas como esta para estimular os jovens que desejam ter filhos a refletirem sobre os cuidados com a saúde para manter a fertilidade natural, sobre a preservação da fertilidade e os riscos de uma gestação tardia.

Até agosto, será realizada, em 10 capitais do país, uma série de atividades esportivas e de promoção à saúde. A programação inclui palestras com especialistas para esclarecer mitos e preconceitos com relação à fertilidade e infertilidade. A Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida também faz um apelo às autoridades para que a população tenha acesso gratuito, via SUS (Sistema Único de Saúde), aos tratamentos reprodutivos.

A ideia é movimentar centenas de pessoas de 20 a 35 anos, que representam hoje cerca de 25% da população do país, para levar até elas informações sobre os cuidados com a saúde para a preservação da fertilidade natural e sobre como as técnicas de reprodução assistida podem auxiliar pessoas e casais com dificuldades de conceber.

Quem quer ter filhos precisa planejar

A decisão de ter um filho tem sido tomada cada vez mais tarde. As gestações entre 30 e 39 anos aumentaram de 22,5% para 30,8%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). “Uma parcela da população que opta por adiar a gravidez ainda desconhece as chances do resultado ser bem sucedido. Queremos propagar essa mensagem porque a idade é um fator determinante para a fertilidade. Ao longo da vida, os óvulos envelhecem e a produção de espermatozoides perde qualidade. Todo esse processo demanda um planejamento prévio”, explica a presidente da SBRA, Hitomi Nakagawa.

Os óvulos não se renovam, eles têm a idade da mulher. A mulher nasce com todos os óvulos que vai usar na vida e começa a perdê-los. Na barriga da mãe, ela carrega entre 6 milhões e 7 milhões de óvulos aproximadamente. Quando nasce, a quantidade cai para 1 milhão a 2 milhões. Quando chega na puberdade, está com 400 mil óvulos, em média.

A fertilidade feminina começa a cair por volta dos 25 anos e tem declínio importante depois dos 35 anos. Após os 37 anos, começa a piorar a qualidade dos óvulos.

 “No caso dos homens, estudos mostram que vários parâmetros de qualidade da produção dos espermatozoides vão caindo progressivamente, principalmente após os 40 anos”, afirma Paulo Padovani. Ele explica que apesar da produção de espermatozoides ser contínua, homens mais velhos têm mais riscos de ter filho com problemas, como autismo, ou de suas parceiras terem abortamento precoce por alterações na formação do embrião.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera infértil um casal que mantém relações sexuais sem métodos contraceptivos durante 12 meses sem engravidar. Segundo a OMS, há mais de 50 milhões de pessoas no mundo nessa condição, sendo que 8 milhões de brasileiros podem ser inférteis.  (Com informações da assessoria de imprensa da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida)

Jornalistas responsáveis – Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação

DR. PAULO ARTHUR MACHADO PADOVANI
Ginecologista | CRM 39.536

• Formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí
• Pós-graduado lato-sensu pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e Associação Instituto Sapientiae
• Especialista em ginecologia e obstetrícia, e habilitação em laparoscopia
• Membro efetivo da Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida
• Possui título de Capacitação em Reprodução Assistida emitido pela Sociedade Brasileira de Reprodução Assistida

 

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