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30% dos casos de infertilidade têm origem em fatores masculinos

30% dos casos de infertilidade têm origem em fatores masculinos

A Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva (ASRM) divulgou um dado que reflete uma realidade ainda pouco conhecida da população em geral. Segundo estudo realizado pela entidade, em 30% dos casais que não conseguem engravidar, a causa exclusiva está relacionada a algum problema de saúde reprodutiva masculina. Em outros 30%, trata-se de alguma causa exclusivamente feminina e em 40% dos casos, ambos têm problemas.

Muitos dos casais que não conseguem gravidez espontânea recorrem a tratamentos de reprodução assistida, que incluem as técnicas de inseminação intrauterina e fertilização in vitro, geralmente utilizando a tecnologia de Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI).

Segundo o urologista Gustavo Borges, da equipe do Centro de Reprodução Humana de Piracicaba, estudos apontam que quase 50% dos bebês nascidos na América Latina com o suporte das técnicas de reprodução assistida, entre os anos de 1990 e 2015, foram concebidos por meio da Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides (ICSI). “Se avaliarmos os últimos 10 anos, mais de 75% dos casos com sucesso foram tratados com a ICSI”, afirma.

Essa técnica, segundo o médico, indicada com frequência em casos de baixa qualidade do sêmen, é um dos maiores avanços nos tratamentos da infertilidade masculina. Borges lembra que após o desenvolvimento dessa técnica, mesmo em casos com baixíssima quantidade de espermatozoides viáveis, foi possível se obter gravidez.

TÉCNICA – A ICSI __ realizada pelo Centro de Reprodução Humana de Piracicaba __ consiste na introdução de um único espermatozoide dentro de cada óvulo, com o auxílio de uma microagulha em um equipamento chamado micromanipulador. Pode ser indicada para casais cujo homem possui alterações seminais graves e, com a técnica, encontra uma possibilidade real de constituir família com seu próprio material genético.

Antes da criação da ICSI, alguns casais eram aconselhados a utilizar sêmen de doador, pois os espermatozoides em pequeno número ou de baixa qualidade não conseguiam penetrar no óvulo espontaneamente pela Fecundação in Vitro (FIV) clássica.

Graças aos bons resultados, a ICSI foi ampliada para outras indicações de infertilidade, podendo também ser indicada para pacientes vasectomizados ou que passaram por cirurgia de retirada de próstata e para casais que optam por utilizar sêmen congelado.

Jornalistas responsáveis: Flávia Paschoal/Marisa Massiarelli Setto – Toda Mídia Comunicação


DR. GUSTAVO DE MENDONÇA BORGES

Urologista | CRM/SP 94.121

• Formado pela Faculdade de Ciências Médicas Unicamp
• Pós-graduado em reprodução assistida
• Membro titular da Sociedade Brasileira de Urologia

 

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